domingo, 26 de março de 2017

CONSIDERAÇÕES DE MARIA DE LOURDES HORTAS SOBRE "A REVOLTA DAS TAMPAS: A ONÇA NO QUINTAL"



Meu caro amigo Oscar Kellner Neto.
Muito agradeço o imenso prazer que me deu, oferecendo-me o seu mais recente livro, para leitura em primeira mão.
E, mais uma vez, pude constatar:  tudo aquilo que  afirmei em despretensiosos  comentários acerca dos anteriores, vem confirmar-se neste mais recente.
Outra vez você desenha a bela paisagem mineira, com sua fauna e flora, seus costumes, sua cultura, sua fala peculiar.
Além de confirmar a sua excelente ficção, este livro muito nos ensina sobre a sua  riquíssima região. E creio que seria de bom alvitre levá-lo às escolas, como um livro para didático. O que, parece-me, só  lhe acrescenta o mérito.
Paralelamente à linguagem inventiva  que caracteriza a sua escrita, você mais uma vez recorre aos recursos do "realismo mágico", para revelar o momento atual, não só brasileiro, mas universal.
AS TAMPAS são uma metáfora da revolta geral, muito além das cordilheiras de Minas, trazendo a preocupação não apenas com a sociedade contemporânea, mas com o nosso planeta e os descuidados  valores ecológicos.
Resta-me desejar-lhe muito sucesso com este livro notável,  bem como muita saúde para que, por muito tempo, possa continuar um ser humano de primeira linha, oferecendo arte e beleza ao seu país e ao mundo.
Grande e fraterno abraço da
Lourdinha Hortas.
Aldeia, 25 de março de 2017
5.39h de uma bela manhã, escutando a alvorada dos pássaros. 

Maria de Lourdes Hortas nasceu em São Vicente da Beira, Portugal. É poeta e escritora. Participou de várias antologias nacionais e estrangeiras. Bacharel em Direito pela UFPE (1964) e licenciada em Letras pela FAFIRE (1976). Participou da coordenação do Movimento das Edições Pirata, Recife, de 1980 a 1986. Recebeu vários prêmios, entre os quais o do Secretariado Nacional de Informação, Lisboa, pelo livro Aromas da Infância, 1964;  Prêmio Fernando Chinaglia, UBE / RJ,  para o romance  Diário das Chuvas; Prêmio Mauro Mota (Fundarpe) para Outro Corpo, poesia, 1988; Prêmio  Jorge de Lima, da Academia Mineira de Letras, para  Fonte de Pássaros (poesia), 2001; prêmio José Cabaça da UBE, RJ, para o romance Caixa de Retratos, 2004. Fez parte do conselho editorial do jornal literário Cultura & Tempo (1981/1983), e da revista Pirata Edições (1983 /1984). Foi, durante várias gestões, diretora cultural do Gabinete Português de Leitura de Pernambuco, onde atualmente exerce o mesmo cargo, sendo também diretora da revista Encontro  da mesma instituição. •  Tem 9 livros de poesia publicados, entre os quais Fio de Lã, Outro Corpo, Dança das Heras, Fonte de Pássaros e Rumor de Vento. Organizou as antologias Palavra de Mulher, poesia feminina brasileira contemporânea (1979), A cor da Onda por dentro – poesia para crianças (1981)e Poetas Portugueses Contemporâneos, 1985. Como ficcionista publicou os romances  Adeus Aldeia, Diário das Chuvas  e Caixa de Retratos, este último traduzido e publicado em Buenos Aires ( 2008).  Lançou recentemente sua obra poética completa em edição virtual sob o nome RUMOR DE VENTO.


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